Dropshipping local e Print on Demand: ideia de negócio sem estoque

O mercado on-line é um universo de possibilidades e ainda tem muito a crescer, principalmente no Brasil. Apesar da pandemia ter acelerado o ritmo do e-commerce no país, ainda existe grande espaço para expansão das vendas. E, para acompanhar todo esse crescimento, é preciso repensar os modelos de negócios e serviços. 

O impacto da digitalização acelerada pela pandemia está sendo sentido pela mudança de comportamento e necessidades do mercado. Com consumidores cada vez mais exigentes, buscar novas dinâmicas do mercado e entender as expectativas dos clientes é essencial. Além disso, otimizar os processos e diminuir os impactos ambientais são fatores que devem ser levados em conta. 

Um dos modelos de negócio criado a partir dessa nova demanda é o dropshipping. Basicamente, o dropshipping é uma forma de vender sem precisar ter um estoque e sem se preocupar com o envio dos produtos para os clientes. 

Ou seja, o dropshipping torna alguns processos mais simples para o negócio e também mais acessível para aqueles que já empreendem e para os que desejam empreender. 

Portanto, se você está pensando em acompanhar as mudanças do mercado para adaptar a sua empresa no universo virtual ou busca abrir uma, a gente explica tudo o que você precisa saber para começar um negócio on-line no Brasil com o dropshipping neste artigo.

Confira abaixo!

O que é o Dropshipping e como ele funciona?

O dropshipping é um modelo de negócio em que e-commerces e fábricas estão integrados de forma automática. 

Funciona assim: os pedidos que são feitos nas lojas on-line são recebidos pelas fábricas. Assim, são colocados na linha de produção, produzidos, processados e entregues diretamente para o cliente.

Ou seja, a loja on-line não precisa se preocupar com estoque e nem com a logística, tendo mais liberdade para focar no marketing e em vendas ou em outros processos de otimização para expandir o negócio.

No mundo, essa dinâmica tem ganhado cada vez mais força como nos Estados Unidos, Reino Unido e China, por exemplo. No Brasil, assim como o e-commerce em geral, o dropshipping tem muito ainda para crescer.

Para muitos, quando se fala em dropshipping, existe uma associação quase automática de produtos importados. Apesar da importação ser uma prática bastante comum nesse modelo de negócio, algumas mudanças têm ocorrido, principalmente aqui no Brasil.

De olho no movimento que já existe no mundo, as fábricas e empresas locais têm se atentado à importância do dropshipping local. A integração com despacho local reduz os riscos das transações, melhora os tempos de envio e dinamiza a economia local gerando empregos e tributos. 

Além disso, com a fabricação local, há diminuição de custos, como as taxas de importação. Dessa forma, crescem as oportunidades para que novos empreendedores possam entrar no mercado sem se preocuparem com estrutura fabril ou produção de produtos. Tudo isso torna o mercado ainda mais democrático e barato.

O que você precisa saber antes de começar um negócio on-line

O planejamento é a parte mais importante do começo de um negócio, porque é a partir dele que você vai se guiar. Portanto, tire um tempo para planejar cada etapa do processo.

Abaixo, a gente te explica alguns pontos fundamentais que você deve se atentar no começo do seu planejamento:

Primeiro, você precisa definir qual é o nicho que vai atuar. Caso ainda não tenha definido, a sugestão é escolher algum assunto que você goste. Busque escrever os diversos assuntos que te interessam.

Depois disso, separe cerca de três e faça pesquisas de mercado sobre eles. Quais são os produtos vendidos? Como é o perfil de consumidor das pessoas que se interessam por esses assuntos? Onde e como elas normalmente compram? Quais são as dores mais comuns? Quais são as empresas e produtos mais vendidos desses nichos?

Faça perguntas e busque respostas sobre esses universos. Elas vão facilitar você a encontrar um mercado que faça sentido e que o motive a entrar.

Assim que fizer sua pesquisa, analise qual foi o nicho que mais te chamou a atenção e defina os produtos que fazem sentido para o seu negócio. Comece, então, a buscar quais são os fornecedores possíveis desses produtos.

Depois de definir o básico do seu plano de negócio, é preciso pensar nas plataformas on-line que se adequam à sua realidade. Por exemplo, é possível vender em marketplaces, ter sua própria loja virtual ou até mesmo vender pelas redes sociais. Tudo vai depender do comportamento do perfil do seu público.

Dicas de como achar o nicho para o seu negócio

Se você está buscando encontrar o seu nicho ou quer saber se o nicho que você deseja atuar é bom, há algumas ferramentas que podem te ajudar.

1 – Mercado Livre

O Mercado Livre é uma boa opção para quem quer entender ou descobrir seu nicho, pois é o maior marketplace do Brasil. Ou seja, ali se tem ideia dos produtos mais buscados no país.

No final da página inicial do Mercado Livre, há um botão escrito “Mais Informações”. 

Ao clicar ali, uma caixa será aberta com várias opções.Clique em “Tendências”.

Abrirá uma nova página com as últimas tendências dentro do site. Nessa página, você pode buscar por categoria os produtos mais vendidos e também as buscas mais populares em geral. Desta forma, terá uma ideia dos produtos que têm sido mais vendidos.

 2 – Google Trends

O Google Trends é um mecanismo que mostra os termos mais buscados pelos usuários no Google. No site, você pode também ter uma noção se o produto que deseja vender tem sido buscado ou não.

Por exemplo, imagine que você está entre vender um celular Nokia ou um iphone. Ao jogar “celular nokia” no Google Trends, você encontrará o seguinte gráfico:

Perceba que além dos alto e baixos da busca, nos últimos anos, esse termo tem caído muito nas buscas.

Agora, se você colocar “iphone”, o gráfico será o seguinte:

Dá para ver que há uma consistência nas buscas por iphones. Portanto, no exemplo, vender um Iphone é mais vantajoso do que um celular Nokia, pois tem sido mais buscado.

Ao colocar, no Google Trends, os produtos que deseja vender, você terá uma noção se são produtos constantemente buscados, pouco buscados ou em ascensão de buscas.

Como formalizar o seu negócio on-line

Para vender on-line, você vai precisar de um CNPJ. No Brasil, há várias categorias de empresas que dependem do tipo de produto ou serviço, além do tamanho. Além dessas diferenças, cada uma tem seu valor de imposto.

Se você está começando a empreender para vender on-line, o CNPJ mais simples é o Microempreendedor Individual (MEI).

Para se enquadrar nessa categoria, é necessário receber uma receita bruta de até R$ 81.000,00. O MEI não pode participar como sócio, administrador ou titular de outra empresa. Existe também uma lista de atividades específicas para participar da categoria. É preciso ver se seu trabalho faz parte dessa lista.

Na hora de abrir o MEI, você terá apenas que se cadastrar gratuitamente no site do governo. Depois, pagará uma taxa mensal por volta de R$ 60. No site do governo mesmo, você encontra todas as informações necessárias sobre o MEI.

Depois que abriu seu MEI, é preciso abrir um alvará no seu município. Cada cidade funciona de uma forma, portanto é necessário que você acesse o site da prefeitura do local em que mora para se informar.

Se o MEI não for o seu caso, você pode abrir uma Microempresa (ME). Na ME, existem diferentes categorias que definem os tipos de microempresa, você deverá informar em qual a sua empresa se encaixa na hora de abrir.

Para abrir uma ME, é preciso fazer um contrato social. Para isso, é interessante que você tenha um contador de confiança que te dê o passo a passo de tudo que é necessário. 

Uma ME deve cumprir com todas as obrigações contábeis de uma empresa, e por isso, tem que manter o registro da contabilidade mensal com as entradas e saídas de produtos e serviços. Na ME é pago um valor que tem base na receita ou faturamento do período, o faturamento bruto deve ser de até R$ 360 mil por ano.

É importante ressaltar que os valores citados acima são referentes ao ano de 2021. Portanto, podem sofrer reajustes nos próximos anos.

Ideia de negócio: Print on Demand (impressão sob demanda) 

Imagina produzir produtos somente depois que o cliente realiza a compra, sem se preocupar com estoque ou ter dor de cabeça na hora de pensar na liquidação daqueles produtos encalhados…

Ou melhor: não só apenas produzir, mas só pagar pelo produto depois que ele for vendido.

Essa é a lógica do Print on Demand (POD), ou impressão sob demanda em português!

O Print on Demand é um modelo de negócio que vem crescendo no exterior e ainda tem muito para crescer no Brasil.

Um benefício importante nesse modelo é que as marcas não precisam ter uma fábrica para produzir os produtos personalizados sob demanda, basta apenas fazer a integração com empresas que já possuem essa estrutura.

Funciona assim: você integra o seu e-commerce com uma empresa que trabalha com essa lógica, ela vai receber diretamente todos os pedidos da sua loja; processar, produzir e enviar diretamente para o seu cliente.

Assim, é possível focar em outras áreas para expandir ainda mais seu negócio, como a produção de mais estampas ou no marketing, por exemplo.

Fornecedores que trabalham com Print on Demand e Dropshipping no Brasil

Primeiro, é preciso deixar claro a diferença entre o Print on Demand e o Dropshipping:

  • Print on Demand: é a impressão sob demanda em que o produto só é fabricado depois que for vendido. Assim, você só paga o que vender e não precisa lidar com estoque.
  • Dropshipping: é um modelo de negócio em que um e-commerce integra sua plataforma com o fornecedor e esse fornecedor fica responsável por cuidar do recebimento dos pedidos, fabricação dos produtos e envio.

Agora, imagina ter uma empresa que além de produzir sob demanda, ainda faz  dropshipping?!

O precursor desse tipo de negócio no Brasil foi a Dimona com a solução de dropshipping chamado Dropsimples. Com uma fábrica própria, a empresa foi pioneira no país ao investir em tecnologias de impressão sob demanda (DTG). 

Direções para quem quer abrir um negócio de produtos personalizados

Para quem quer abrir um negócio on-line de produtos personalizados e não tem ideia por onde começar, nós indicamos que você comece com um dos nossos parceiros integrados com o Dropsimples: a Montink. Ela possui um suporte completo para você criar sua loja virtual, sem se preocupar em ter um CNPJ ou emitir nota fiscal.

Você só paga uma mensalidade e tem hospedagem e manutenção da sua loja on-line, além de um suporte para seus clientes. Ou seja, é a Montink que vai resolver aqueles problemas do seu consumidor, como a troca e devolução de produtos, por exemplo.

Assim, qualquer pessoa consegue ter um e-commerce de produtos personalizados e feitos sob demanda de uma forma simples. Em menos de 10 minutos, você consegue montar sua loja virtual e começar a vender seus produtos personalizados. Depois, é só criar suas estampas e divulgá-las.

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